No pólo sul, em 1987, foram feitas medições que encontraram uma diminuição da camada de ozono (a esta zona, com cerca de 10km de altura e, que se situa ligeiramente superior à Antárctica, dá-se o nome de buraco do ozono). Esta diminuição era tanta, que cientistas não acreditaram e pensaram que as máquinas teriam alguma avaria, mas posteriormente devido a novas medições comprovou-se os resultados.
Desde de então, a destruição do ozono passou a ser uma preocupação da comunidade em geral mas sobretudo da cientifica.
Este fenómeno, mais recentemente, foi detectado no pólo norte, ainda que em muito menor proporção.
A diminuição do ozono é mais acentuada nos pólos do que no resto do planeta devido ao seguinte processo:
· Durante a noite do grande Inverno polar o sol não atinge o pólo, e então desenvolve-se uma massa de ar rotativa, “vórtice polar”, composta por fortes ventos polares, essa massa mistura ozono com CFC’s e outras substâncias, não as deixando sair.
· Devido ao facto de não existir luz solar nessa altura, o ar dentro do vórtice pode arrefecer ate temperaturas da ordem dos 80ºC e, por esta altura, forma-se as “nuvens polares estratosféricas” com uns cristais de gelo que vão actuar como catalisadores acelerando a dissociação dos CFC’s em radicais livres (radicais que ainda são alvo de estudos devido ao fraco conhecimento sobre a sua composição).
· No fim, quando chega o sol, na primavera do hemisfério sul, as radiações ultravioleta fazem com que o ozono se destrua, quando os radicais livres de Cl- reagem com o ozono formando ClO, e dando origem ao famoso “buraco de ozono”.
O2 UV⇒ O . + O . (reacção 1)
Uma molécula oxigénio quando atingida por radiação ultravioleta(uv) dissocia-se e forma dois radicais de oxigénio.
O . + O2 . ⇒ O3 (reacção 2)
Quando um destes radicais choca com uma molécula de oxigénio, combinam-se formando ozono(O3)
O3 UV ⇒ O . + O2 (reacção 3)
Uma molécula ozono quando atingida por radiação ultravioleta(uv) dissocia-se e forma um radical e uma molécula de oxigénio.
O . + O3 ⇒ 2O2 (reacção 4)
Quando um radical de oxigénio choca com uma molécula de ozono, combinam-se e formam duas moléculas de oxigénio.
A velocidade de formação e de decomposição são iguais logo, existe um equilíbrio nas reacções que faz com que o número de moléculas de ozono seja constante.
FCl2C-Cl UV ⇒ FCl2C . + Cl . (reacção 1)
F2ClC-Cl UV ⇒ F2ClC . + Cl . (reacção 1)
Os CFCs, que chegam intactos à estratosfera, são decompostos por radiações ultravioletas libertando radicais de cloro.
Cl . + O3 ⇒ ClO + O2 (reacção 2)
Quando um radical de cloro choca com uma molécula de ozono, forma oxido de cloro (ClO) e uma molécula de oxigénio.
ClO + O . ⇒ Cl . + O2 (reacção 3)
Quando o oxido de cloro choca com um radical de oxigénio forma um radical cloro e uma molécula de oxigénio.
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